Marcadores

Serra do Corvo Branco

Serra do Corvo Branco
Serra do Corvo Branco
Mostrando postagens com marcador DICAS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador DICAS. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Que roupa usar no inverno?

Olá Galera.
E de repente chegou o frio, após um verão prolongado, ele veio com tudo, temperaturas negativas, em dois ou três dias saiu dos 30 a zero grau.
Quem parou de pedalar pelo frio esta na hora de reagir.
Então vamos ver o que da para fazer.
Vamos de baixo para cima.
1.- Os pés devem estar secos e aquecidos, uma boa meia ou até duas é bom. Existem algumas polainas corta vento, ou até com tecidos térmicos ajudam muito.

2.- Pernas, aqui é preciso um certo cuidado, pois se saímos cedo e durante o dia esquenta a  perna esquenta muito e isto é bem desagradável, neste caso o pernito pode ser mais interessante, pois ele pode ser retirado assim que esquentar. Outro cuidado é com o tecido, se for térmico pode acentuar o efeito de suor nas pernas, portanto um pernito de lycra não deixa a perna exposta ao frio e não é muito quente.




3.-O tronco, é a parte principal e a mais delicada para acertar, pois é a parte mais significativa para o sucesso ou o fracasso do bem estar. Não podemos exagerar pois a roupa molhada de suor pode gelar rapidamente o corpo. Se há possibilidade de ir tirando casados, corta vento e etc, tudo bem, eu particularmente não gosto de ir tirando ou colocando roupas, para fazer isto é mais ou menos assim:
 a. Uma blusa como segunda pele com a tecnologia "termoskin", que é um produto sintético mantém o corpo seco e aquecido, e por cima uma jaqueta de lycra elástica que pode ter um forro de lã por dentro. 


b. Podemos usar um dryfit ou outro produto sintético, que deixa o suor passar, não ficando em contato com o corpo. Por cima desta uma camiseta de algodão , o algodão tem espaço entre as fibras, onde o calor gerado pelo corpo vai ficar retido, É o mesmo princípio que faz com que as blusas de lã sejam quentes. Não tem problema se ela ficar úmida porque a camisa de material sintético embaixo vai impedir que a umidade fique em contato com o corpo. Encima da camiseta pode ser usado um corta vento. Eu particularmente não gosto muito do corta vento, principalmente estes de nylon, pois dificulta muito a transpiração e ficamos muito suados. Se usar o corta vento e começar a transpirar resolva isto logo pois pode ficar bem complicado se umedecer as roupas.



4.- As mãos devem sempre usar luvas, no inverno as de dedos fechados é indicado, as vezes até duas são necessárias.
5.- A cabeça é outro ponto bem importante, uma touca por baixo do capacete é indicado, ela pode inclusive cobrir as orelhas, existem alguns tipos que você pode alterar o modo de usar, eu gosto muito deste.
Mas tem vários modelos como os abaixo, que na minha opinião são muito quente, principalmente se você vai pedalar forte, para um passeio daqueles que para toda hora pode valer.
Uma boa alimentação também ajuda, pois o corpo vai buscar a energia armazenada para gerar calor, então é isto bom pedal.




sexta-feira, 9 de maio de 2014

Regulando o capacete

Olá Galera
Quer ver o tamanho, tipo e regulagem do capacete?
Clique aqui.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Lesões no ciclismo

Olá Galera
Recebi do amigo Márcio uma reportagem da Zero Hora, das principais lesões do ciclismo e como evita-las.
Mais que adrenalina e velocidade, o ciclismo pode permitir uma sensação única de liberdade para quem pratica. Considerado o sétimo esporte mais saudável pela revista Forbes, em 2010, a modalidade proporciona resistência cardiorespiratória, força e resistência muscular, flexibilidade, além do gasto calórico, mas pode ser aliado de danos corporais se praticado de maneira incorreta, excessiva ou se acontecerem quedas graves. Entre as ocorrências estão a fascite plantar , a parestesia peniana, as lesões musculares e a lombalgia — que se não for tratada pode evoluir para uma hérnia de disco.
O fisioterapeuta Giuliano Martins, diretor regional da Associação Brasileira de Reabilitação de Coluna (ABRC), explica como isso acontece:
— As dores nas costas são decorrentes da posição mal ajustada do ciclista sobre a bicicleta. Os músculos que podem ser afetados são os glúteos, piriforme, isquiotibiais paravertebrais, multífidos e o quadrado lombar. Este último está localizado entre primeira vértebra lombar e vai até a segunda vértebra sacal, conhecidas como L1 e S2. Por isso que a escolha e a regulagem correta do equipamento são importantes para evitar as lombalgias, e futuramente, as hérnias de disco.
Martins explica que outro problema muito comum nos joelhos são as tendinites.
— O movimento de pedalar é feito principalmente pelo quadríceps mais especificamente pelo vasto medial. Uma pedalada com técnica errada ou pedalada com muita sobrecarga (subidas, pedaladas travadas) vai sobrecarregar esta musculatura e pode causar lesões. É importante escolher o tamanho de quadro correto ao tamanho de cada pessoa e observar as regulagens e os ajustes para o corpo. Outro conselho é evitar pedalar em marchas muito pesadas para não sobrecarregar os joelhos e realizar aquecimentos antes e alongamentos depois dos exercícios — esclarece.
Inseridos no grupo de risco, os sedentários devem ter cuidados redobrados na hora da prática esportiva.
— Estas pessoas possuem uma grande fraqueza nos músculos. Estes músculos são os responsáveis por manter a coluna estabilizada e a postura sobre a bicicleta é fator determinante no surgimento de lesões cervicais e lombares, por isso a musculatura fortalecida é essencial — destaca Martins.
Segundo o especialista, em casos de hérnia de disco, o recomendado é tratar o paciente com fisioterapia e a técnica de RMA (Reconstrução Músculo Articular da Coluna Vertebral), que reúne também as mesas de tração e flexo-descompressão.
— A dica para a prevenção de qualquer dano, além do fortalecimento, é sempre se alongar antes e após o exercício, fazer abdominais, repouso adequado e, é claro, saber o próprio limite — completa.
Conheça outras lesões e como evitá-las:
Lesões musculares
Ocorrem principalmente no tríceps sural e nos quadríceps, em geral por, overuse (excesso de uso). Alongue-se diariamente após os exercícios.
— Procure praticar musculação para promover o fortalecimento dos grupos musculares envolvidos no ciclismo.
— Descanse depois de treinos muito árduos e de competições. O repouso deve fazer parte de seu treinamento.
Parestesia peniana
É a dormência e falta de sensibilidade na região entre as pernas, que vai apoiada no selim da bicicleta. Nas mulheres ocorre a parestesia dos grandes lábios. O nervo, quando submetido a uma compressão por longo período de tempo, passa a ter menor sinal de impulso nervoso, o que leva a perda de sensibilidade temporária. Não há relatos de perda de potência devido ao ciclismo. Cada um deve conhecer o limite de tempo que pode ficar sentado sobre o veículo. Para iniciantes, apenas 20 minutos podem gerar incômodos.
— Use bermuda de ciclismo com o forro feito de uma espuma de alta densidade, mesmo em aulas de ciclismo indoor.
— Procure adquirir um selim vazado no centro que ajuda a aliviar a pressão nessa região.
Fascite plantar
É a sensação de queimação na planta do pé, dor na parte posterior da sola ao tocar o chão. Geralmente o pior momento da dor acontece durante os primeiros passos pela manhã ou durante o início da corrida. Dentre os fatores predisponentes encontram-se a falta de alongamento e aquecimento, mais comum em pés cavos, obesidade, pronação e supinação excessivas e idade avançada.
— Procure usar sapatilhas próprias para ciclismo.

sábado, 28 de setembro de 2013

Lavagem de bicicleta

Olá Galera Duas lavagens para a sua bike, uma bem detalhada, outra rapida e também eficiente.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

MANUTENÇÃO DA BIKE

Olá Galera
Você mora em apartamento?
A mulher da bronca com a sujeira quando você limpa a corrente da bike?
Por isto você não lava a bike?
Pois seus problemas acabaram. kkk.
Mas é verdade, eu tenho um kit parecido com este, inferior é verdade, mas funciona e funciona muito bem.
Um jornal embaixo da bike, um pano, balde dágua, e um kit destes, lavagem como recomendam os especialistas, uma lavagem a sêco, sem mangueira, que faz a água entrar em cubos, pé de vela, caixa direção e etc.
Então mãos a obra e kit na corrente, para rodar macio, troca de marchas precisas, pois com corrente grossa de sujeira não tem como.
Preço do Kit  R$ 98,00
Na Gigante Bike







segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Matéria sobre pedalar.

Olá Galera
Uma matéria bem abrangente sobre tudo que envolve o ciclismo, como roupas, bikes, nutrição e etc.
Nada aprofundado mas interessante.
Veja aqui.

sábado, 1 de dezembro de 2012

ANDANDO NA CONTRAMÃO


Olá Galera

Já perdi a conta de quantas pessoas me perguntam. "Você anda na mão ou na contra mão"?
E argumentam. "É muito perigoso andar, e se vem um carro e te bate atrás"?

Bom, o código de transito do Brasil, no - Art 105 - VI - para as bicicletas, a campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos pedais, e espelho retrovisor do lado esquerdo. 
Campainha - é interessante para avisar pedestres e outros ciclistas, mas para carro e motos não adianta muito, pois o som é baixo. A mais indicada é aquela tipo um sino operada com o dedo, colocada no guidão, para pedestres e outras bikes.
Sinalização - nem se fala, de extrema importância, inclusive nas laterais, pode ser até um adesivo, que hoje é muito usado  em caminhões. Estes adesivos podem ser usado em bikes de competição com bons resultados, já que o peso ai conta muito.
Espelho retrovisor - Ai tem controvérsias, o Brasil é um dos poucos países a exigir tal acessório. Pois conforme algumas publicações internacionais, baseadas em estatísticas de acidentes com as magrelas 1%, repito, um por cento dos acidentes os ciclistas são colhidos por trás. A grande maioria é obstáculos na frente ou lateral do ciclista, portanto não vale a pena ficar olhando no espelho fixo. Os espelhos fixos,  tremem muito.
Este não.


Artigos publicados em revistas especializadas dos EUA e Europam questionam seriamente a utilidade do espelho retrovisor ou se posicionam contra o seu uso. Todos estes artigos baseiam-se em estudos e pesquisas. O único espelho que funciona de fato. Não vibra e dá uma visão relativamente clara é um pequeno modelo que é fixado nos óculos ou no capacete. Quando eu vou para o asfalto, uso um modelo fixado no capacete, que funciona bem encima do asfalto, já no acostamento vibra bastante, portanto eu fico de olho, quande vem carro ou caminhões nos dois sentidos, ai é o momento critico, fora isto todo mundo cuida e mantem uma certa distancia do ciclista (no asfalto).
Mesmo assim, o que importa é o ciclista manter os seus olhos no que vem pela frente, respeitar as regras de trânsito e sinalizar com antecedência suas intenções. 
Portanto atenção, direção defensiva e brinque a vontade.
A foto abaixo foi enviada pelo Miguel Quevedo, que diz ter resultado bem legal com este tipo de espelho.



quarta-feira, 28 de novembro de 2012

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

DICAS PARA AUDAX

Olá Galera
Para dar credibilidade, apresento meu curriculo. hehehe.

Como estamos na véspera do Audax 200 km do Clube Audax Passo Fundo, que acontece dia 16 de fevereiro, achei interessante dar algumas dicas para melhor participação, e conforto dos amigos.
As dicas mais importantes estão por ordem de apresentação.
O organizador recomenda não forçar muito no inicio, aonde pegaremos bom declives, pois os 100 km finais teremos muito aclive, portanto deixe bastante energia para este trecho.
- Não pedale além do seu limite
Pedale dentro do seu ritmo, não queira acompanhar colegas que estão pedalando mais forte, não fique ofegante, pois mais adiante o cansaço, dores, câimbras virão. A média para completar os 200 km em treze horas e meia é em torno de 15 km/h, praticamente a velocidade do Penal na Noite de quarta feira.

- Não leve muita bagagem.
Não carregue muito peso, pois em todo o percurso têm restaurantes, lojas de conveniências, bares etc.
Aonde você encontra todo o tipo de bebidas e alimentação para sua nutrição.
Fique leve, e não use mochilas, o peso deve ficar na bike e não no corpo.

- Leve Dinheiro.
Com dinheiro você tem tudo que precisa para se manter.

- Se alimente.
Fundamental, saco vazio não para em pé.
Tome um bom café da manhã, mas não coma coisa muito diferente do que esta acostumado.
Vá comendo durante o trajeto.
Vai ter três Pcs no caminho, lá tem água, uma barra de cereal, banana à vontade, e um gatorade para todo o percurso. Isto é fornecido pelo organizador.
 
Se alimente bem.

- Muita água.
Há poucos dias atrás li um estudo, que mais que isotônicos e etc.
Água, muita água.
Se possível duas caramanholas na bike
Não exagere.

- Reposição Energética
Neste caso eu recomendo levar todo o seu material, pois na estrada além de isotônicos tipo gatorade, e redbull e similares não tem mais nada.
Gel, carboidrato, suplementos em geral não tem não.
Não exagere nisto, tome a quantidade recomendada pelos laboratórios.
(Doping não é permitido, veja o que aconteceu com o Lance Armstrong). : - )

- Bloqueador Solar
O sol vai estar escaldante, muito cuidado, bloqueador, manga comprida é recomendado.

- Bike

- Se possível duas caramanholas
- Faça uma manutenção, limpeza, lubrificação, pneus na máxima pressão permitida pelo fabricante.

 Peças
Câmara de reserva, duas ou mais.
Reparo de câmara (recomendável).
Cabos freio e cambio (recomendável).
Reparador de corrente (recomendável).
Chave de raios (recomendável)
Jogo de ferramentas para bike (recomendável)
Pneu(recomendável)

- FINAL
Cuidado na estrada
Fila indiana de preferência
Leve todo material solicitado pelo organizador, como luzes, capacete, colete etc.

Boa sorte, bom pedal e divirta-se.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Aro 29 ?

Olá Galera
Uma tendência mundial toma força no Brasil, principalmente pelas bandas de São Paulo. São as bikes de aro 29".Elas são usadas nas bikes de MTB,  que traduzindo, seriam bikes de montanha. Na real aqui em nossa região usamos a Mtb como uma bike de todo terreno,  na cidade, no asfalto, nas estradas e trilhas de terra. 
As bikes speed, ou estradeiras, por sua vez, utilizam a muito tempo um aro de maior diâmetro, que é o aro 700 com 622 mm de diâmetro. Pois o aro 29, que tem 29 polegadas de diâmetro tem os mesmos 622 mm, convertendo polegadas para milimétrico.
Quais são as vantagens e desvantagens disto?

As MTBs evoluíram muito com o passar dos anos, hoje possuem quadros reforçados de alumínio ou fibra de carbono, pneus mais grossos com cravos que possibilitam uma melhor tração em diversos tipos de terreno; freios a disco hidráulicos, suspensão traseira e/ou dianteira, pedais de encaixe, pneus tubeless e um número muito maior de marchas.
“De lá pra cá o único componente que, até recentemente, não havia sofrido nenhuma modificação foi o diâmetro das rodas que normalmente tem 26”. “Na última década começaram a surgir bicicletas que usam rodas com o diâmetro de 29”. Segundo Gary Fisher, as rodas 26” só foram adotadas no MTB por pura coincidência pois na época do surgimento das MTBs as rodas 26” eram as mais comuns no mercado.
Muito se debate a respeito dos prós e os contras desse tipo de bicicleta, mas os puristas do MTB têm que admitir as 29ers, como são chamadas essas bicicletas com rodas maiores tem se tornado cada vez mais comuns a ponto de algumas equipes de MTB adotarem exclusivamente esse tipo de bicicleta e mais as 29ers começam a ser presença cada vez mais comum nos pódios das Etapas do Circuito Mundial de MTB.
Segundo alguns ciclistas que competem profissionalmente dizem que em percursos tecnicamente difíceis a maior superfície de contato com o chão da mais tração. Com isso você não tem que brecar tanto nas curvas e consegue manter o momento. É quase como ter uma suspensão extra e com isso você não se cansa tanto... Em qualquer situação acima de 5km/h as 29ers são mais rápidas”.

Vantagens das 29er:

  • Menor ângulo de ataque: com um diâmetro maior as rodas dissipam melhor as oscilações verticais dos buracos e obstáculos. Andar em uma aro 29 é quase ter uma suspensão extra.
  • Maior superfície de contato com o chão o que melhora a aderência nas curvas, tração nas subidas e nas frenagens. Em superfícies “soltas” (loose surface) rodas maiores são uma real vantagem.
  • Rodas maiores mantém o momentum mais fácil: Quanto maior a velocidade mais fácil fica de manter o momentum.
  • As 29er são mais confortáveis e com isso cansam menos os ciclistas.
  • Desvantagens das 29ers:

    • Rodas maiores sempre serão mais pesadas.
    • Rodas maiores demoram mais para acelerar.
    • A distância entre eixo pode ser maior numa bike 29” do que em uma bike 26” o que faz com que a bike seja um pouco mais lenta em situações extremamente travadas.
    • Ainda não existem muitas opções de suspensões e pneus para as 29ers.
    • Faça a sua opção, mas não deixe de pedalar, com qualquer aro que seja.




quinta-feira, 17 de maio de 2012

PEDALANDO NO FRIO




Entre os meses de abril e setembro, a temperatura em algumas regiões do Brasil caem bastante, principalmente nos Estados do sul do país.

Se vestidos de maneira correta, pedalar em dias de frio pode ser uma atividade prazerosa.

Veja abaixo algumas dicas antes de encarar o frio:

* Em temperaturas inferiores a 10 graus centígrados é aconselhado o uso de leggings de lycra. Manter as pernas e joelhos aquecidos evita lesões.

* Para manter o corpo aquecido use várias camadas de roupas. Comece sempre por uma camiseta de algodão, que pode ser de manga comprida ou curta, dependendo das condições do tempo.

* Se estiver muito frio (menos de 10º C) vista uma blusa de lã fina sobre a camiseta e em seguida vista sua camisa de ciclismo, de manga longa. No caso de estar ventando vista sobre a camisa de ciclismo uma jaqueta corta-vento, também conhecidas como Windstopper, feitas em nylon ou Goretex. Contole a temperatura do corpo abrindo ou fechando o zíper.

* Mantenha os pés aquecidos usando meias de lã. Existem no mercado umas polainas para vestir sobre as sapatilhas, funcionam muito bem. Aantes de vestir as meias, borrife nos pés um pouco de desodorante, vai ajudar a mantê-los aquecidos.

* Use protetor labial para proteger os lábios de ressecamento.

* Luvas de dedo longo evitam que suas mãos percam a sensibilidade em dias frios.

* Algumas folhas de jornal por baixo da camisa manga longa ajudam a quebrar o vento e a manter o corpo aquecido. Com o aumento da temperatura ambiente, você pode dispensar o jornal no lixo.

* Há no mercado algumas peças que se chamam de “manguitos”, que são mangas falsas que se colocam nos braços, fazendo a vez das mangas compridas. Os “pernitos” fazem a vez de calças compridas. A vantagem dessas peças de vestuário está na praticidade. Assim que a temperatura se elevar, o ciclista pode retirar essas roupas.

* Não se exagere no uso das roupas quentes. Pedale por cerca de 2 km, se perceber que está aquecido demais, volte para casa e retire o agasalho. Se passar frio não é bom, vestir muita roupa quente também vai atrapalhar o conforto na pedalada. O ideal é começar a pedalada com a sensação de um poquinho de frio.

* Alongue-se e aqueça-se bem antes de pedalar para valer. Lembre-se que na época de frio existe uma maior possibilidade de ocorrer lesões musculares.

DICA: As jaquetas corta-vento são muito eficientes e além de manterem o ciclista aquecido, é resistente à água e mantém o corpo do ciclista seco



Pedalar no frio pode ser melhor do que no calor, principalmente para longos trechos ou para atletas que precisam de muita oxigenação, sprinters. Com o frio aumenta a concentração de oxigênio na atmosfera, com ou sem umidade, e nesse ponto começam os problemas. Sem umidade, o vento corta ou queima. Com umidade, o vento congela.

De acordo com as explicações do Dr. Fabrício Monteiro, médico imunologista da Cia do Adolescente & Família, de Brasília, o frio inverte o funcionamento do metabolismo, desacelerando procedimentos como digestão ou sudorese. “Praticar atividade física pela manhã é uma forma de ativar o cérebro e o corpo para que comecem a trabalhar com mais disposição. Quem o faz tem como resultado adicional à redução da preguiça durante o dia”, descreve o médico.

Quem não quer ganhar peso deve redobrar a atenção, pois, para equilibrar a temperatura corporal pode-se cair na tentação de incrementar a dieta com alimentos hiper-calóricos. “O risco é chegar à primavera acima do peso e com dificuldades para vencer o sedentarismo”, destaca Dr. Fabrício. “O inverno tem seu charme e elegância e pode ser desfrutado de maneira saudável ”, sintetiza o imunologista.

Com alguns procedimentos de antecipação, a pedalada no frio só fica melhor. Veja as dicas, tiradas do site MTB Notícias, do Rio Grande do Sul, onde o frio é amigo do ciclista, de tanto tempo que convivem.

Quando está frio? - Para pedalar no frio é preciso ter uma noção mínima de meteorologia, e ao menos prestar a atenção na previsão do tempo, coisas simples do tipo: Você vai pedalar 100 km em um dia e no trajeto a ser realizado vai subir a serra, quanto maior a altitude menor é a temperatura. Pense nisto antes de sair, no momento de escolher a roupa a utilizar.

Para estas dicas considera-se fria a temperatura de -4 até 12 graus. Acima de 12 graus já não é mais tão frio, dependendo do local onde você se encontra. Por exemplo, no alto de uma montanha com muito vento você pode sentir muito frio com 12 graus de temperatura.

Aquecimento - Exercícios de alongamento por um período de aproximadamente 10 minutos, dando maior ênfase para os membros inferiores. Alongue principalmente as pernas e a lombar; Pedale os primeiros minutos em um ritmo leve aumente a intensidade das pedaladas gradativamente; Logo depois de pedalar alongue a musculatura mais uma vez.

Alimentos - Com o frio tem-se uma necessidade calórica maior para manter a temperatura do corpo, por isto uma alimentação saudável é muito importante! Aproveite a estação para comer frutas cítricas que contem uma quantidade maior de vitamina C. Em dia muito frio e seco é normal ocorrer o ressecamento dos lábios e a ingestão de vitamina C é importante para a recomposição dos tecidos o que ajuda a evitar este ressecamento. Para pedaladas longas, coma algumas barras de cereais e/ou barras energéticas durante o percurso. Não espere a fome chegar para ir repondo as energias. Após a pedalada uma xícara de chá ou leite quente sempre é bom para aquecer.

Proteção - O sol em dias frios também causa queimaduras, por isto o uso de protetor solar não deve ser esquecido; O ar muito frio causa ressecamento da pele por isto pode-se usar loção hidratante para as partes expostas do corpo; O ar gelado, próximo a zero grau, causa uma espécie de queimadura na pele, mesmo à noite, por isto nas partes expostas do corpo, por exemplo, o rosto, pode-se inclusive utilizar protetor solar, que geralmente funciona também como hidratante; Para evitar o ressecamento dos lábios deve-se utilizar creme ou óleo especial, o mais conhecido, barato e popular é conhecido como "Manteiga de Cacau" e é encontrado nas farmácias; O Ar seco, principalmente quando associado à poeira, causa ressecamento nos olhos, este é mais um motivo para o uso de óculos de proteção, evitar futuros problemas de visão. Quando respiramos o ar gelado é muito freqüente acontecer irritação na garganta, por isto o ideal é inspirar o ar pelo nariz e utilizar roupa que mantenha o pescoço protegido. Evite limpar os ouvidos em excesso. A cera formada nos ouvidos serve de proteção e somente o excesso deve ser limpo. Não confunda ouvido com orelha.

Ritmo de pedalada - Procure pedalar em um ritmo constante para manter-se aquecido; Procure parar somente quando é extremamente necessário, fique parado o menor tempo possível e de preferência pare em local mais protegido. Quando você está pedalando em um ritmo forte, principalmente em subidas, seu corpo fica mais aquecido, quando você para, seu corpo esfria, por isto, nas paradas e descidas longas coloque uma roupa mais quente.




sexta-feira, 23 de março de 2012

Buzina, o fogo amigo.


Olá Galera
Basta uma, ou várias bicicletas estarem em evidência para passar um carro correndo e buzinando.
A gente sabe, que ao fazer isto, normalmente o motorista quer mostrar sua solidariedade, e apoio a aquela galera, que esta causando admiração ao motorista.
Na quarta feira à noite, ou nos sábado a tarde então, não é um, mas vários carros, que passam buzinando, abanando e etc.
Isto é contra todos os princípios ciclísticos.
Primeiro, o carro é geralmente temido pelo ciclista.
Segundo, a buzina é uma poluição sonora.
Terceiro, há uma distração do motorista no transito.
Quarto, geralmente o ciclista não consegue reconhecer o condutor do veiculo, pois este já esta lá na frente, os vidros com película, ou reflexo impede o reconhecimento do motorista pelo ciclista.
Quinto, a buzina pode assustar o ciclista, principalmente o ciclista de estrada. 
Quando no asfalto, o ciclista esta concentrado, tentando manter sua média, cuidando as imperfeições de nossos asfaltos, quando de repente é surpreendido por uma buzina a ar de caminhão, ou carro. Isto pode ser bem perigoso para os mais assustados, podendo até ocasionar a queda do ciclista.
Portanto colega, na maioria das vezes, abstenha-se de buzinar ao passar por um ciclista, mesmo que este seja teu colega, pois se você é realmente um colega, sabe o que eu estou falando.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Olá Galera
Saiba um pouco sobre hidratação.

As atividades de longa duração, geralmente acima de 60-90min, necessitam de cuidados especiais no que se refere à hidratação.

Esta, começa dias antes da prova onde se deve procurar ingerir quantidades superiores a 2L/dia de água, bem como, armazenar carboidratos que serão utilizados como substratos energéticos na produção de energia. É recomendado que se faça a ingestão de 400-600ml de líquidos 2h antes da prova. Quando restar de 5-10min para o início da mesma, beba mais 400-500ml de líquidos.

É importante que se evite beber agua pura, dando preferência para as bebidas esportivas que além de água, contém carboidratos e sais mineirais que diminuirão a queda na performance durante a prova. Quanto ao consumo de repositores energéticos na forma de gel, é preciso atentar para a quantidade de carboidratos na embalagem a fim de determinar sua diluição em água. Soluções entre 6-8% são as mais eficientes na absorção intestinal.

Para determinar a razão da diluição, basta saber que 1g de carboidrato diluida em 100ml de H2O, corresponde à uma solução de 1%, apartir daí é só calcular quanto de água consumir, uma vez que cada marca de gel fornece uma quantidade particular de carboidratos.

Lembre-se, bebidas gasosas e contendo álcool são prejudiciais durante a prova, em razão de possuirem muitas calorias, que dificulta a absorção, bem como, da possibilidade de causarem cólicas estomacais.

Como parâmetro, saiba que uma pessoa de 70kg necessita consumir entre 600-800ml de líquidos durante um exercício de intensidade moderada-alta, bem como ingerir algo em torno de 60gr/hora de carboidratos, a fim de prolongar a atividade com o mínimo de queda no rendimento.

Fonte: Reury Frank Bacurau, Nutrição e Suplementação Esportiva, 5 edição, editora Phorte.

ESTÁGIOS DO STRESS POR CALOR:



Níveis de desidratação    Tempo     Efeitos e sintomas

Menor                               1 hora     Não noticiado

Inicial                         2 a 3 horas  Sede, desconforto, queda da resistência

Baixo rendimento     3 a 4 horas   Baixa de força e energia, queda de alerta e destreza

Cólicas                      4 a 5 horas      Cólicas, dor de cabeça, extremo desconforto

Exaustão                    5 a 6 horas     Náuseas, fadiga

Ataque                   + 7 horas      Colapso, perda da consciência

* Quadro baseado em atividades moderadas.

sábado, 16 de julho de 2011

DICAS DE COMO ANDAR NO TRANSITO.

Ola Galera
A Renata Falzoni é uma pessoa que vive da e para a bicicleta, ela tem colunas em revistas sobre ciclismo, e da umas dicas muito legal.
Veja matéria aqui.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

As 10 perguntas mais frequentes dos Mountain Bikers









Ola Galera
O texto abaixo foi enviado pelo Fabio, é muito interessante, principalmente para os que compram uma bike e querem fazer trilhas, este texto é altamente recomendavel antes de partir para as trilhas.
Texto: Marcelo Maciel
Sempre que encontro um amigo ou cliente pelas trilhas e competições afora, sou abordado para dar sugestões e esclarecer dúvidas sobreo nosso esporte e a bicicleta. Reuni aqui as respostas a algumas das perguntas mais comuns que me fazem para facilitar a vida dos praticantes de mountain bike.Se sua dúvida não está nesta lista ou se você quiser se aprofundar, não deixe de nos procurar (http://pedalnanoite.blogspot.com/).

1 – Esta bicicleta é do meu tamanho?
Bicicletas são como roupas e sapatos; elas tem tamanho. É de extrema importância usar uma bicicleta apropriada ao comprimento de suas pernas, tronco e braços, bem como adequada ao seu estilo de pedalar. Para ilustrar, imagine-se subindo uma trilha íngreme à pé ou correndo no parque calçando sapatos sociais dois números maiores que seu pés. Ruim, não?

Para se ter uma noção da adequação de uma quadro ao seu tamanho, fique de pé com os dois pés no chão com a bicicleta entre suas pernas e o selim próximo às suas costas e meça a distância do seu cavalo (seu entrepernas) ao tubo superior da bicicleta. Para mountain bikes essa distância deve ser em torno de 9 cm e, para bicicletas de estrada, cerca de 6 cm. Isso é apenas uma avaliação inicial e deve ser vista com ressalvas, mas uma medida muito diferente da explicada indica um tamanho inapropriado. Esse método é valido para desenhos de quadro com o tubo superior na posição tradicional. Se esse não for o caso, estime onde estaria este tubo caso o desenhoda bicicleta fosse o tradicional e calcule a distância.

Além do tamanho do quadro da bicicleta, o mais importante e popular, há diferentes medidas em alguns dos componentes. Guidão, suporte de guidão e pedivela vêm em tamanhos diversos e devem ser escolhidos com critério, bem como o posicionamento do selim. Procure um profissional qualificado para avaliar sua bicicleta e para posicioná-lo corretamente nela. Você vai pedalar certamente melhor e preservar sua saúde.

2 – Minha bicicleta é novinha e a corrente quebrou. Por quê?
A causa mais comum de uma corrente quebrada é a troca de marcha inadequada. É muito freqüente encontrar pessoas trocando de marchas enquanto aplicam uma força enorme no pedal e isso é errado. O exemplo que melhor ilustra essa situação é um ciclista inexperiente em uma descida seguida de uma subida repentina. Ele vem descendo em uma marcha pesada e de repente se vê em uma subida dura tendo que trocar várias marchas e pedalar forte ao mesmo tempo para vencer a inclinação. Ele certamente ouvirá um série de estalos altos vindos da corrente e, muito provavelmente, terá sua corrente quebrada.

Correntes são elementos projetados para trabalhar sob forte tensão na sua direção longitudinal. As tensões laterais que elas suportam, entretanto, são pequenas. Isso significa dizer que, enquanto você estiver numa mesma marcha, não há força que você possa fazer para arrebentá-la. Porém, durante a troca de marcha, uma pressão um pouco mais descuidada nos pedais pode abri-la com incrível facilidade.

Preste muita atenção nas trocas de marcha, principalmente nas subidas. Procure fazer uma pequena força extra para impulsionar a bike ANTES da mudança de marcha, e NÃO DURANTE a troca. Vai ser uma grande economia de tempo e de dores de cabeça.

3 – Que ferramentas e sobressalentes devo levar comigo em uma pedalada?
Procure ser subsistente. Mesmo pedalando em grupo, existe a chance de você se separar e ter que se virar sozinho.
Leve bomba, câmara de ar (lembre-se que a válvula tem que ser compatível com o aro de sua roda), kit de remendo e espátulas para consertar furos no pneu, canivete multifunção (com chaves Allen, phillips, boca e fenda), chave de corrente e gancheira reserva, se sua bike usa gancheira removível. Nos percursos mais longos e com chance de pegar chuva ou lama, leve também óleo lubrificante, uma pequena escova e um trapo. E não esqueça o mais importante: o conhecimento para poder usar o que você carregou. Esse você adquire em cursos de mecânica de emergência e com a experiência. Não deixe isso em casa!

4 – Com que freqüência devo revisar minha bike?
O que determina a freqüência de manutenção na bicicleta é a condição a que ela é submetida. A piores condições são a chuva intensa e a lama ou a areia. Ao pedalar nestas condições é aconselhável fazer uma visita à oficina na primeira oportunidade. Este também é o caso se você notou algum comportamento estranho ou ruído inesperado ao pedalar. Por outro lado, se sua bike é bem mantida e você só pedala em tempo seco, veja o seu mecânico a cada 200 km de terra ou 400 km de asfalto. E se você domina a manutenção básica (limpeza e lubrificação da transmissão, limpeza das sapatas de freio, esticamento de cabos de freio e reapertos) você provavelmente só precisará de serviços especializados a cada 400 kmsem pavimento ou 800 km com ele.

É importante manter os pneus sempre calibrados uma vez que eles perdem pressão naturalmente pelos microscópicos poros da borracha. Verifique isso toda vez que for sair de casa.

As suspensões e freios a disco são peças que merecem uma atenção especial. Leia seus manuais de uso para saber suas necessidades específicas de manutenção e procure segui-las. Na hora de comprar um equipamento destes, certifique-se de que há uma empresa séria que represente a marca no Brasil e que ofereça garantia e assistência técnica.

5 – Qual a melhor bicicleta de mountain bike que existe?
É aquela mais adequada ao uso que você vai fazer dela (x-country, aventura, freeride, downhill, competição, passeio), ao seu tamanho e ao seu bolso.

Existem dezenas de marcas idôneas e de qualidade no mercado mundial e todas disponibilizam vários modelos para os diferentes usos e bolsos. Algumas delas são Specialized, Ralley, Merida, Caloi, Volare , Trek, Fuji, Konn Giant, KHS, Cannondale, Bianchi e Fisher,Scott, entre outras.

Por outro lado existem vários produtos que impressionam visualmente e que são inúteis ou sem qualidade. Um exemplo são bikes muito baratas equipadas com freios a disco e amortecedores dianteiro e traseiro. Chamam a atenção dos desavisados mas acabam surpreendendo mais por sua falta de qualidade. Simplesmente não funcionam e não duram.

6 – Que pressão devo usar nos pneus?
A pressão nos pneus é determinada em função do pneu escolhido, do peso do ciclista, do seu estilo de pilotagem, da existência de amortecedores na bike e do tipo de terreno enfrentado. Por isso a ordem aqui é experimentar. Com exceção dos pisos de areia solta (tipo praia) não use menos do que 35 psi. Não passe também do limite máximo impresso no pneu, normalmente 70 ou 80 psi. Entre estes valores, experimente. Normalmente se usa pressão igual nos dois pneus ou até 3 psi menos no traseiro para garantir uma boa tração nas subidas. Tenha uma bomba e um calibrador e faça experiências para escolher o que é melhor para você, atentando para as seguintes linhas de pensamento:

Menos pressão:

* Pode facilitar a transposição de certos trechos de areia fofa e lama.
* Deixa a bike mais grudada no chão, melhorando a aderência nas curvas.
* Deixa a bike mais confortável e macia, principalmente quando não se usam amortecedores.
* Usada em pneus sem câmara.
* Em exagero pode ser a causa de furos no pneu. Se isso acontecer, analise a câmara de ar. Um furo duplo, como uma mordida de cobra, indica pressão baixa demais.

Mais pressão:

* No pneu traseiro pode atrapalhar a tração nas subidas. A roda patina com facilidade.
* Diminui drasticamente a resistência ao avanço. Pode ser um bom recurso em provas sem trechos técnicos que demandem aderência e amortecimento.
* Adequada para quem usa pneus mais estreitos.
* Aconselhável para ciclistas pesados.
* Evita furos.

7 – Onde encontro bons lugares para pedalar?
É muito comum pessoas comprarem excelentes bicicletas e não saberem aonde ir para usá-las. Procure pessoas que pedalam juntas. Na Pedal Power, nas academias e assessorias esportivas sempre se formam grupos que organizam passeios, viagens e treinos. Não tenha receio de estar fora de forma porque sempre há alguém na mesma condição que você. Certifique-se entretanto de que há pessoas no seu nível de preparo que saibam bem o caminho e se junte a elas. É uma experiência muito frustrante ser deixado para trás num lugar desconhecido, assim como sair para pedalar e ter que esperar demais por pessoas muito mais lentas que você.


Nas lojas especializadas há guias impressos com os percursos da região (como o Guia de Trilhas do Guilherme Cavallari, com 25 opções próximas a São Paulo), revistas (como a Bike Action) e você sempre consegue dicas dos funcionários, sócios e de outros clientes. Procure se informar também se há pessoas que oferecem serviços de guia. Às vezes, pagar para pedalar soa estranho, mas este tipo desuporte vale a pena para quem quer conhecer um lugar novo com tranqüilidade!

Não deixa também de conferir o calendário das competições. Há provas para todos os níveis e competir com um bom espírito esportivo é uma experiência estimulante e agradável. A Internet e as lojas do ramo são as melhores maneiras de pesquisar estas datas.

8 – Vale a pena usar pedais de encaixe tipo SPD e sapatilhas?
Com toda a certeza em 90% das situações. São raros os casos nos quais não se vale a pena escolher essa opção. As sapatilhas tem solas rígidas que transferem com maior eficiência a força do seus pés para os pedais, não tem cadarços que se soltam e que podem se enroscar em partes da bike e normalmente são feitas de forma a secar com facilidade. Em conjunto com os pedais de encaixe, possibilitam pedalar inclusive puxando os mesmos para cima, técnica útil em algumas situações encontradas no mountain bike, e mantém seus pés firmes no lugar para enfrentar obstáculos com mais segurança.

O maior receio das pessoas é de que os pés fiquem presos à bicicleta e o tombo seja inevitável. Soltar as sapatilhas dos pedais é extremamente fácil e, com um pouco de prática, quase infalível. Ao estrear um conjunto desses, reserve 15 minutos em um terreno plano e sem perigos para você encaixar e desencaixar seus pés quantas vezes puder para se acostumar.

A opção por sapatilhas e pedais de encaixe só não é a melhor em trechos nos quais pedalar é impraticável e empurrar a bicicleta é a saída, principalmente se isso durar muito. Há situações como essa em certas corridas de aventura. Dependendo do percurso e das condiçõesde tempo, deixe a sua sapatilha em casa e use o seu tênis.

9 – O câmbio desregula com facilidade?
A bicicleta moderna é uma máquina maravilhosa pois é extremamente simples e eficiente. Devido à sua simplicidade mecânica, qualquer pequeno desajuste pode ser sentido por quem a pilota.

Um câmbio de boa qualidade não perde sua regulagem com facilidade, desde que seja bem cuidado. Os fatores mais comuns de desajuste são:desalinhamento da gancheira, laceamento de cabos e perda de lubrificação.

A gancheira é a parte do quadro onde o câmbio traseiro é fixado. Alinhá-la é uma tarefa para profissionais e seu alinhamento é fundamental para o bom funcionamento das marchas. É uma peça relativamente frágil e pode entortar com facilidade se não estiver protegida. A situação mais crítica é o transporte da bicicleta dentro de um veículo, principalmente quando a sua roda traseira é removida. Qualquer força lateral aplicada ao câmbio traseiro pode comprometer o seu alinhamento e arruinar seu funcionamento. Um tombo ou o impacto de um galho ou pedra também são perigos comuns. Evite bater ou apoiarqualquer coisa no câmbio traseiro de sua bike.

O acionamento dos câmbios de uma bicicleta é feito através de cabos de aço. Quando um cabo novo é instalado em sua bike, ele está sujeito a um esticamento ou laceamento natural que ocorre nas primeiras trocas de marcha. Usualmente, duas ou três trilhas são suficientes para que esse processo se encerre mas, enquanto isso acontece, seu câmbio pode desregular. Peça para o seu mecânico estressaros cabos novos de sua bike para minimizar a chance deles lacearem.

A lubrificação correta de uma bicicleta garante um funcionamento macio e silencioso. Lubrificação em excesso ou desnecessária atrai sujeira e é um fator de desgaste prematuro. Água e lama são os piores inimigos dos lubrificantes usados em sua bike e devem ser evitados ao máximo. Se não há saída para evitar esses males e isso é muito comum em pedaladas longas e corridas de aventura. Tenha um pequeno tubo de óleo especial para bicicletas à mão para relubrificar a corrente e talvez os cabos conforme necessário. Não deixe de consultar seu mecânico sobre a maneira correta de aplicá-lo.

10 – O que é chain suck?
Chain suck é uma expressão em inglês. Chain significa corrente e suck pode ser traduzido por sugada. O resultado, corrente sugada, descreve um sintoma que muitas bicicletas apresentam, normalmente de forma esporádica, no qual a corrente é sugada pelas coroas se encavalando no meio delas e, muitas vezes, entre elas e o quadro. A conseqüência disso pode ser custosa e extremamente desagradável, destruindo câmbios, corrente, coroas, até mesmo o quadro da bicicleta, e deixando o ciclista à pé.

A melhor maneira de evitar os dissabores de um chain suck é pedalar de uma maneira suave e com atenção – e isso não impede ninguém de andar rápido, forte e competitivamente. Troque de marchas com suavidade e, ao menor sinal resistência à continuidade da pedalada, pare de pedalar, analise as causas e tente soluções. A condição de chuva, transposição de cursos d’água e lama ou areia é a mais favorável a ocorrências de chain suck. Nestes casos perde-se a lubrificação da corrente pela ação da água e a lama funciona como uma cola, contribuindo para que a corrente grude nas coroas.

Ao perceber um chain suck nessas condições, esteja preparado para limpar, secar e relubrificar a corrente de sua bicicleta. Se isso não resolver tente isolar o problema descobrindo em qual combinação de marchas ele está ocorrendo e evitando a mesma. Muitas vezes tem que se deixar de usar uma coroa. Isso pode ser chato, mas é bem mais inteligente que incorrer em prejuízos desnecessários e empurrar a bicicleta com as suas peças destruídas até o fim do percurso.

O chain suck é um sintoma e descobrir a sua causa pode ser um processo longo e incerto que só vale a pena se ele acontece com freqüência. Procure uma oficina especializada e honesta para ajudá-lo e prepare-se para ter paciência. Deve-se estudar principalmente a compatibilidade da corrente com as coroas e às vezes a substituição destas peças se faz necessária.