Aproveitando o feriadão, eu (César de Oliveira) e Miguel Quevedo
conhecemos mais um pedacinho do RS, e de Santa Catarina. Já pedalamos
nas coxilhas missioneiras no Caminho das Missões, onde a altimetria
varia pouco mais de 230m em 180km de pedal, nos cânions do Itaimbezinho,
da Serra do Rio do Rastro (SC), na Serra Gaúcha entre Gramado e Canela,
mas foi neste percurso do último final de semana que voltamos a ser
exigidos. Em pouco mais de 130 km acumulamos mais de 2.300 m de
altimetria, um verdadeiro sobe-e-desce nos morros do Alto Uruguai, mas
compensadores. Deixamos nosso automóvel em Três Arroios, no balneário de
águas termais e seguimos a Itá passando por Dourado e Aratiba. Apesar
de experientes no pedal, cometemos um erro crasso: subestimamos o calor e
o sol fustigante e nos alimentamos pouco (o cansaço e o calor tiram o
apetite), por conseguinte, o cansaço foi de extenuar nos últimos
quilômetros do primeiro dia.


Por um trecho de mais de 10km, sendo 6km de
subida, não havia a mínima possibilidade de obtermos água fresca, então
por mais de uma hora ficamos expostos ao calor de pouca sombra, e com
limitação de água; nossa provisão estava muito aquecida nas caramanholas
e não é recomendável tomar água em temperatura tão elevada. Mas ao
final do dia, por volta das 17h30min chegamos ao Hotel onde nos
refestelamos com água mineral direto da geladeira... Fomos até o
balneário de Águas Termas de Itá e não pudemos entrar, pelo horário da
bilheteria já havia encerrado-se a venda de ingressos, e não foram
flexíveis conosco. Voltamos à piscina do hotel, a posteriori saímos para
jantar e retornamos ao merecido descanso, após intensa batalha com os
pernilongos...



No dia seguinte saímos mais cedo, após o café (com
direito a levar um sanduiche de cortesia) e seguimos para o retorno, por
outro caminho. Por se tratar de 10km mais curto, imaginamos que
chegaríamos mais cedo, ledo engano: o caminho teve mais subidas do que o
de ida, (1075m do primeiro dia contra 1300m do segundo dia) e por isto o
tempo de pedal não diminuiu, somado ainda à pancada de chuva que tornou
a estrada mais perigosa e pesada, diminuindo nosso ritmo.
De resto, um pedal muito técnico, pois as pedras
soltas não permitiam em alguns trechos velocidades superior a 10km/h
mesmo nas descidas. As subidas eram tão íngremes que nos limitavam a
velocidade de 5km/h. Sem incidentes, o pedal foi só diversão, como
sempre, já nos levando a pensar onde será o próximo cicloturismo.
Amigos César e Miguel, obrigado pelo envio de fotos e texto deste lindo pedal, parabéns.
Vejam todas as fotos do Miguel Quevedo
aqui.